Primeiro ouro saiu, mas natação feminina tem caminho longo até a elite

Primeiro ouro saiu, mas natação feminina tem caminho longo até a elite

A natação feminina brasileira encerrou o Pan com um resultado histórico: a primeira medalha de ouro em 17 edições dos Jogos. A responsável pelo feito foi Etiene Medeiros, de 24 anos, nos 100m costas.

Além disso, foram outras sete medalhas conquistadas (duas pratas e cinco bronzes). O total de oito supera por um o resultado registrado em Guadalajara-MEX, há quatro anos.

Não bastasse isso, o time feminino conseguiu superar um recorde pan-americano e cinco sul-americanos, e Joanna Maranhão enfim derrubou sua marca nos 400m medley que havia sido registrada há 11 anos, nos Jogos Olímpicos de Atenas.

O resultado é positivo e mostra a evolução que a natação feminina teve ao longo deste ciclo olímpico. Mas para brigar em nível internacional em grandes competições, ainda falta um caminho grande a ser percorrido.

O desempenho no Pan já será colocado à prova a partir do dia 2 de agosto, em Kazan (RUS), com o início do Campeonato Mundial. Jamais uma mulher brasileira conseguiu uma medalha nesta competição.

"Temos um passo importante a dar no Mundial que é classificar os revezamentos para os Jogos Olímpicos (os 12 primeiros garantem vaga). E a partir daí começarmos a acreditar que poderemos estar em finais. E nas finais, tudo pode acontecer. Estamos chegando e fortalecendo a natação feminina", disse Fernando Vanzela, que desde o fim de 2012 é o coordenador de natação feminina da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA).

Dos pódios obtidos pelo Brasil em Toronto, os tempos mais significativos foram os obtidos por Etiene Medeiros. Com 59s61, se colocou como a sétima mais rápida do ano nos 100m costas e fez uma marca que teria lhe dado o quinto lugar no último Mundial, em Barcelona, em 2013.

Nos 50m livre, foi prata com 24s55, oitava melhor marca de 2015 e resultado que também teria lhe valido o quinto posto no Mundial.

"O Mundial de Kazan vai ser o primeiro passo para que acreditem mais na gente. É aos poucos que vamos construindo a ideia de conquistar medalhas. Quero ser como um mosquitinho que vai picando as outras e fazendo ver que é possível irmos bem em grandes competições", disse a nadadora que já havia ganhado a medalha dos 50m livre no Mundial de piscina curta, em Doha (QAT).

E Etiene parece ser mesmo um ponto fora da curva. As outras medalhistas individuais - Manuella Lyrio, bronze nos 200m livre, e Joanna Maranhão, bronze nos 200m borboleta e 400m medley - fizeram tempos que nem as colocariam na briga por medalhas do último Mundial. Mesmo assim, Joanna demonstra confiança para os próximos anos.

"Saio muito empolgada daqui e vendo que não só eu como toda a equipe está mais forte, com a cabeça no lugar, ciente de seus objetivos", afirmou a nadadora. "Tivemos dez estreantes em Pans em nossa equipe aqui em Toronto. Tenho visto que temos conseguido buscar todos resultados não em todas as provas, mas melhoramos muito nas de velocidade. Depois de dois anos de trabalho intenso, a ideia era que os resultados começassem a surgir agora a partir do segundo semestre de 2015", disse Vanzela.

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